segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mantorras: o novo problema de Quique Flores

Como todos sabemos, Mantorras foi o nosso herói no jogo contra o Rio Ave, mas daqui em diante tudo será diferente, e porquê?
Porque Quique sempre teve um discurso coerente e lógico, com base no trabalho e capacidade e empenho dos jogadores e, no jogo passado, coloca em campo um jogador do qual ainda nada tinha visto em jogos oficiais esta época. Repare-se, quando urgia ganhar o jogo sob pena do Porto nos fugir, Quique optou por um desconhecido, que ainda por cima não é um craque - sejamos honestos. Onde está a coerência e lógica nesta decisão? Não está, mas está o instinto, que também é importante nas competências técnicas de um treinador. Realce-se a incoerência entre o discurso do nosso treinador e a sua decisão em colocar o Mantorras. Contudo, ainda bem que foi incoerente.
No próximo jogo contra o Porto, muito provavelmente os avançados titulares serão Suazo e Aimar ou Nuno Gomes, segundo a lógica coerente de Quique. Especulemos: se estivermos a perder a meio da segunda parte e Quique quiser substituir um avançado para dinamizar o jogo ofensivo, quem colocará? Cardozo ou Mantorras?
Mantorras passou a ser opção para o ataque benfiquista. Qual será a sua reacção daqui em diante caso não seja chamado a jogar com a frequência que deseja? Haverá perturbações no jogador ou na equipa?
Esta nova situação do Mantorras terá de ser gerida como muita inteligência. A minha opinião é que o Mantorras deverá ser um jogador para entrar em jogos contra equipas teoricamente inferiores quando a meio da segunda parte o resultado não seja aquele que desejaríamos. Atribuir maior preponderância é não ser coerente, lógico e realista!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Dar o Ouro ao Bandido!

Pois é. Aconteceu o que temia já há algum tempo. O Benfica volta a perder pontos num jogo que podia ter goleado e o Porto coloca-se no primeiro lugar da Liga.
Como é óbvio, ainda falta muito campeonato, mas isso também não é argumento para cedermos pontos jornada atrás de jornada.
Gostava muito de conhecer as ideias do nosso treinador porque gostava de o entender em vez de ter, agora, de o criticar.
Desde que Quique chegou ao nosso Benfica, perdemos um dos nossos melhores jogadores na defesa, Léo, o nosso melhor marcador já nem joga, Cardozo, os nossos três guarda-redes estão mais inseguros do que na pior fase que já tiveram no Benfica e um dos melhores trincos a jogar em Portugal abandonou o clube a custo zero, Petit.
Para agravar, apenas podemos vencer na Liga e na Taça da Liga pois saímos prematuramente da Taça UEFA (e com más exibições e resultados) e da Taça de Portugal.
Também com a chegada de Quique, nós temos agora um treinador que possui um discurso coerente, Nuno Gomes é um jogador mais finalizador e preponderante, há maior rotatividade do plantel nas convocatórias e equipas iniciais e Rubén Amorim superou a expectativas.
Ainda não me parece que os prós sejam mais e melhores que os contras!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Começar de novo...

E esta foi a minha maneira de mostrar o meu desagrado: não escrever no blog.
É inadmissível uma equipa, que pretende não só chegar ao topo nacional como exterioriza que pretende também chegar ao topo europeu, não aproveitar as oportunidades que se encontravam ao seu alcance. Passo a explicar.
Todos nós temos assistido a uma bela campanha futebolística do Leixões, no entanto, não é justificável para um jogo a eliminar contra uma equipa que pretende estar à frente em todas as competições. Nós empatámos contra o Leixões na Liga e, apesar de ter ficado desagradado com o desleixo de Yebda na defesa do último canto do jogo, ainda tive que admitir que foi um jogo em que fomos surpreendidos porque não estávamos à espera que a outra equipa acreditasse tanto no seu valor, que é pouco apesar da boa campanha. Também o Setúbal na época transacta foi muito longe e, este ano, super reforçado e apenas com a saída do Pitbull parece uma equipa que não manteve nenhum dos jogadores do ano passado. Portanto, calha-nos o Leixões em sorteio, devíamos ter ficado muito contentes por não nos ter calhado o Porto - como aconteceu ao Sporting que também já não se encontra em competição - e jogar para "matar" o jogo logo na primeira meia-hora, mas não, foi o que se viu! Deixámo-nos ir aos penalties e depois... também pode ser uma sorte!
Depois, o jogo com o Nacional. Mais do que jogar bem, este era um jogo para aproveitar os 2 pontos dados por todos os adversários mais directos, portanto, interessava marcar cedo e reforçar o marcador logo de seguida para depois segurar o jogo da maneira mais conveniente. Mas o que se viu foi um Benfica em sofrimento até ao final do jogo. É certo que houve um golo mal anulado ao Benfica, mas já quase no último segundo do jogo. O Benfica não pode estar à espera do último segundo!
A gota de água foi contra o Trofense. Desperdiçámos boas oportunidades para inaugurar o marcador e depois sofremos dois golos de uma equipa que não ganha contra ninguém, quer dizer, a não ser o Benfica é claro. Mas para agravar, um jornal diário mostrou uma foto do Yebda a sair do jogo todo sorridente e a cumprimentar um jogador adversário. Todos nós merecemos uma oportunidade e o Yebda já a esgotou!
De seguida veio o Guimarães para a Taça da Liga. E aí entrámos como devíamos ter entrado nos outros jogos todos: a "matar", porque somos o Benfica e porque queremos estar na frente em todas as competições em que entrármos.
É óbvio que nestes jogos todos há que apontar o dedo a algumas faltas de atitude dos jogadores, mas também Quique não está isento de culpas. Ele também esgotou a sua oportunidade!